segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Estudando possibilidades

Viajar para a Patagônia não é mais um sonho, tornou-se uma necessidade.

A viagem programada para daqui a um ano (e meio) será feita após muito estudo e dedicação, escolha detalhada de um roteiro e, principalmente, de uma excelente moto.

Para isso, em um contato inicial com um colega de trabalho que pratica este estilo de vida, analisei alguns pontos (logicamente iniciais):

1 - Precisarei de uma moto que aguente longas viagens;
2 - Não conheço a estrada mas, provavelmente, pegarei asfalto, terra, neve, cascalho, etc;
3 - Não poderei pagar muito pela moto.

Só aí, já descartamos 2 tipos de motos: Custom, pois não se sabe ao certo como serão as estradas; e esportivas (viagens longas com este tipo de moto é tortura).

Neste caso, as Big Trails, que são muito boas pra viagens longas, entram em ação. Além de possuírem uma excelente capacidade de carga, não exigem muito quanto ao tipo de estrada: pode ser pavimentada, de terra, esburacada, neve, lama e muito mais, além de poderem atravessar rios, sem muitas preocupações. Estas Big Trails tem a vantagem de se poder colocar alforges para as bagagens, o que facilita muito a vida.

Como modelos de referencia, temos a lista abaixo:

- Yamaha XT600E
- Yamaha XT660R (ultima 2001)
- Honda Falcon
- KTM Adventure 640
- BMW F 800 S
- Ducati Multistrada
- Buell Ulisses

A faixa de preço destas motos está em torno de R$ 12000,00 a R$ 35000,00, sendo que todas estão aptas para este tipo de viagem, promovendo conforto, estabilidade e segurança.

Particularmente, a que mais me agradou, foi a XT660R, sucessiva da famosa Ténéré, que saiu de linha em 1993. Como ela está com um preço bem salgado, resolvi pesquisar mais sobre a sua antecessora, que varia de preço na faixa dos R$10000,00 a R20000,00.

Tem uma autonomia de andar uns 400km sem a necessidade de reabastecer, além de ter um baita motor 4 tempos, refrigerado a ar, com uma cilindrada de 595 cm³, a uma taxa de compressão de 8,5:1. A potência máxima chega a 42 cv a 6.500 rpm. O problema que vejo nesta moto é a massa: 170Kg a seco. Haja panturrilha que aguente!

Este ano será reservado para a pesquisa e aquisição da moto. Creio que até Setembro eu já esteja com ela em mãos e, até novembro, com tudo nos conformes para a tão aguardada viagem.

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